
O consórcio de produtores de vinhos de Chianti, histórica região vitivinícola situada na Toscana, na Itália, defendeu o aumento da presença no mercado sul-americano diante da tarifa de 20% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra mercadorias da União Europeia.
Em nota, o presidente do consórcio, Giovanni Busi, disse “lamentar” a decisão do mandatário americano, mas alertou que as vinícolas de Chianti “não podem se permitir ficar paradas”.
“É o momento de reforçar a nossa presença em novos mercados, a começar pela América do Sul, onde o acordo com o Mercosul pode abrir grandes oportunidades para nossos vinhos”, disse.
Para Busi, o acordo de livre comércio entre a UE e o bloco sul-americano deve ser uma “prioridade absoluta”. “A Europa precisa ser rápida para tornar operacional esse tratado, porque é um modo de dar novas perspectivas às empresas europeias. Mercados como Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai representam uma oportunidade concreta para nossas exportações”, salientou.
A mesma ideia foi defendida pelo presidente da Confederação Italiana de Agricultores (CIA) no Vêneto, outra importante região vitivinícola do país, Gianmichele Passarini. “É preciso mirar outros mercados emergentes, como os países do Mercosul, a Índia e o norte da África, em uma lógica de máxima diversificação”, destacou.