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Médicos Legistas entregam autópsia da italiana Eluana Englaro

Eluana EnglaroA autópsia da italiana Eluana Englaro, que faleceu no início de fevereiro após passar 17 anos em estado vegetativo, foi recebida, pelo procurador-chefe da cidade de Udine, Antonio Biancardi.

O documento de 133 páginas, elaborado pelos médicos legistas Carlo Moreschi, Rino Froldi e Daniele Rodriguez, indica que a causa da morte de Eluana foi uma insuficiência respiratória.

"A morte ocorreu após uma parada cardíaca", esclarece a autópsia, que destaca também o estado de "desidratação" da jovem e o "enfraquecimento extenso do aparato respiratório" como causas do óbito.

 

Eluana morreu no dia 9 de fevereiro, dois dias depois de ter sido interrompido o sistema de hidratação e alimentação que a mantinha viva.

"O quadro clinico dos últimos dias de Eluana é compatível com a interrupção da alimentação e da hidratação", ressalta o texto da autópsia entregue hoje a Biancardi.

O documento ainda enfatiza que não há indícios nos exames toxicológicos de que Eluana tenha recebido qualquer substância não autorizada para induzir sua morte.

Biancardi informou que, para a conclusão completa dos exames de autópsia, será necessário esperar mais 90 dias, quando serão entregues os resultados do exame encefálico.

O advogado da família Englaro, Giuseppe Campeis, disse que a autópsia "é aquilo que [a família de Eluana] esperava" e demonstra a idoneidade do "comportamento" da equipe que conduziu a interrupção da alimentação e hidratação da jovem em estado vegetativo.

A interrupção da alimentação e hidratação de Eluana foi possível graças a uma autorização da Justiça obtida pelo pai da italiana, Beppino Englaro, após anos de disputa judicial.

Contrário à morte da paciente, o governo italiano tentava aprovar em caráter de urgência um projeto de lei que impedisse a continuidade da decisão judicial. Além do governo, que ameaçava fechar clínicas que se envolvessem no caso, o pai de Eluana enfrentava forte oposição de organizações civis e da Igreja Católica.

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