
Após 107 dias de angústia, os 18 tripulantes de dois navios pesqueiros italianos que estavam presos em Bengasi, na Líbia, foram libertados.
O grupo estava nas embarcações “Medinea” e “Antartide”, que haviam zarpado de Mazara del Vallo, na Sicília, e foram apreendidas em 1º de setembro de 2020, sob a acusação de invadir águas territoriais.
Bengasi, segunda cidade mais populosa da Líbia, fica no leste do país, área comandada por milícias leais ao marechal Khalifa Haftar, que tenta derrubar o “governo de união nacional” sediado em Trípoli e reconhecido pelas Nações Unidas (ONU) e pela Itália.
Entre os 18 tripulantes do “Medinea” e do “Antartide” estão oito italianos, seis tunisianos, dois indonésios e dois senegaleses.
“Os nossos pescadores estão livres. Daqui a poucas horas, poderão abraçar as próprias famílias e os próprios entes queridos. Obrigado à Aise (nossa inteligência externa) e a todo o corpo diplomático, que trabalharam para devolvê-los para casa. Um abraço a toda a comunidade de Mazara del Vallo”, escreveu no Facebook o ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio.
“O governo continua a apoiar com firmeza o processo de estabilização da Líbia. É isso que eu e o primeiro ministro Giuseppe Conte reiteremos hoje mesmo para Haftar durante nossa conversa em Bengasi. Viva a Itália”, acrescentou.
Segundo o prefeito de Mazara del Vallo, Salvatore Quinci, os marinheiros já estão a bordo dos dois pesqueiros e falaram com seus parentes.