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Presidente italiano Giorgio Napolitano diz que morte de Kadafi “fecha página dramática” da história

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, disse que a morte ditador líbio Muammar Kadafi "fecha uma página dramática".

"Só desejo que se construa um país novo, livre e unido", disse o chefe de Estado, em uma visita à cidade italiana de Pisa.

Os rebeldes líbios informaram que capturaram Muammar Kadafi em Sirte. Até o momento, as informações são de que o ditador foi morto com um tiro na cabeça.

Por sua vez, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse que "agora a guerra acabou". Ele recebeu a informação da morte de Kadafi durante uma reunião com membros do seu partido, o Povo da Liberdade (PDL). 

De acordo com pessoas presentes no encontro, o premier teria afirmado que "agora a guerra acabou" e "sic transit gloria mundi", uma expressão em latim que significa "assim passa a glória do mundo", mas que constantemente é interpretada como "as coisas mundanas são passageiras".

A Líbia, que foi ocupada pela Itália por cerca de 30 anos, possuía vários acordos com Roma firmados durante o regime de Kadafi. 

Um dos principais tratados se refere à imigração e foi assinado em 2008. Com ele, Trípoli ficava responsável por auxiliar no combate às saídas de imigrantes ilegais de sua costa marítima e se responsabilizava também por repatriar os refugiados para seus países de origem.

Nos últimos anos, Kadafi fez uma série de viagens à Itália, como em junho de 2009 e agosto de 2010. Nas ocasiões, o líbio proclamou uma nova era nas relações entre os dois países, que, porém, ficaram abaladas com as revoltas populares.

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