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Cresce risco de aborto entre imigrantes clandestinas na Itália

Cresce risco de aborto entre imigrantes clandestinas na ItáliaUma emenda aprovada pelo Senado italiano, que consente aos médicos denunciar imigrantes irregulares que procurarem instituições públicas de saúde, amplia o risco de retorno do aborto clandestino entre os imigrantes.

Quem aponta o risco é a diretora do departamento de saúde da mulher e da idade evolutiva do Instituto Superior de Saúde (ISS), Angela Spinelli, que coordena o sistema de monitoramento do aborto.

"Basta fazer uma conta muito simples: entre 2006 e 2007, foram feitas cerca de 40 mil interrupções voluntárias de gravidez em mulheres estrangeiras", diz Spinelli.

 

Destas, segundo os dados do ISS, cerca de 20 a 25% foram feitas em imigrantes sem visto, o que equivale a aproximadamente dez mil abortos.

"Se essas mulheres não se apresentarem mais no hospital pelo risco de serem denunciadas, é fácil imaginar que recorrerão a meios clandestinos para o aborto, com todos os riscos e complicações que nós bem conhecemos", alerta a diretora.

Até agora, o número de interrupções voluntárias de gravidez clandestinas permaneceu estável, se não em queda, "correspondendo, segundo nossas estimativas, a 15 mil casos por ano" afirma Spinelli.

Com a medida do Senado, que foi aprovada em fevereiro deste ano, "há o risco de o número subir dramaticamente", conclui a diretora do ISS.

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