
O premier italiano, Silvio Berlusconi, convocou uma "grande manifestação em defesa do direito ao voto" depois que o Departamento Eleitoral de Roma rejeitou a lista com a qual o seu partido, o Povo da Liberdade (PDL), pretende participar das eleições regionais de Lazio.
Em uma mensagem de vídeo endereçada a partidários, o primeiro-ministro afirmou que a legenda agirá em nome da "democracia e da liberdade".
"Como sabem, tentaram nos tirar das votações para as regionais na Lombardia, na cidade e na província de Roma. Querem impedir que milhões de pessoas votem no PDL. É um abuso de poder violento e inaceitável", disse ele.
Ao falar sobre a decisão anunciada nesta terça-feira em Roma, Berlusconi ressaltou que seu partido foi vítima de uma "dupla injustiça" — a primeira, quando as listas não foram aceitas, e "depois o Tribunal Administrativo completou a obra", acrescentou.
O Tribunal Administrativo Regional (TAR) de Lazio rejeitou um recurso apresentado pelo partido governista e também declarou "inaplicável" um decreto-lei assinado na sexta-feira pelo presidente Giorgio Napolitano que permitia a reapresentação da lista em 24 horas.
Originalmente, o PDL não conseguiu apresentar sua relação de candidatos dentro do prazo porque teve de corrigir irregularidades constatadas. O mesmo ocorreu na região da Lombardia, onde o TAR local decidiu acolher a relação e colocou fim ao impasse.
O TAR não rejeitou "somente o nosso recurso, mas também o convite que o presidente da República havia lançado", e que "o direito ao voto, ativo e passivo, fosse garantido a todos, o que inclui a maior força política da Itália: o Povo da Liberdade", afirmou o premier.
O Departamento Eleitoral de Roma apontou falta de documentos para não aceitar a lista. Diante disso, o PDL pretende recorrer ao Conselho de Estado. (ANSA)