
O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, disse que o próximo governo do país precisa ter uma ampla maioria parlamentar para poder reduzir o número de legisladores, mudar a lei eleitoral e reformar o sistema institucional. Monti anunciou na semana passada que será candidato nas eleições nacionais de fevereiro por um bloco centrista. As pesquisas mostram que a coalizão rival de centro-esquerda liderada por Pier Luigi Bersani caminha para ganhar a votação, pelo menos na Câmara. Para fazer as mudanças constitucionais necessárias, "é preciso haver uma grande maioria, maior do que o necessário para governar", disse Monti em uma entrevista para a rádio estatal. Monti disse que vai buscar um aliado pró-Europa após a votação.
Monti disse que queria se aliar com "quem quer mudar o país" em vez de com aqueles que querem que as coisas permaneçam iguais.
Devido à complexidade da lei eleitoral, a coalizão de dois partidos de Bersani pode ganhar uma maioria confortável na Câmara sem ter um comando seguro do Senado, possivelmente fazendo uma aliança com o bloco crucial de Monti, criando uma maioria parlamentar estável.
Na entrevista à rádio, Monti também afirmou que a Itália tem que deixar a crise financeira para trás e que a terceira maior economia da zona do euro deve sair da recessão por volta do final do ano ou início de 2014.