
Uma pesquisa sobre a discriminação com relação à orientação sexual no ambiente de trabalho na Itália revelou que 13% dos homossexuais entrevistados do país já tiveram uma vaga de emprego negada por causa de sua identidade sexual. No caso dos transexuais entrevistados no levantamento, 45% afirmam já sofreram algum tipo de discriminação que os impediu de conseguir um emprego.
Mais de um quarto (26,6%) não manifestam sua orientação sexual no ambiente de trabalho, enquanto 39,4% têm sua identidade sexual reconhecida por colegas ou clientes.
A maioria que não revela sua orientação teme que a descoberta agravaria sua condição, enquanto que boa parte dos que têm sua identidade revelada relata que a situação mudou pouco ou nada.
O levantamento também identificou que onde há mais homossexuais ou transexuais em locais de trabalho, a visibilidade tende a aumentar.
Uma pequena parte dos homossexuais entrevistados (4,8%) declarou ter sido demitido injustamente ou de não ter tido o contrato renovado em razão de sua identidade sexual. Já entre os transexuais ouvidos, a porcentagem é de 25%.
Outros 19% atestaram que foram tratados de forma inadequada em seu ambiente de trabalho enquanto homossexuais, sendo que a porcentagem pula para 45,8% no caso de mulheres que se tornaram homens e para 56,3% entre homens que se tornaram mulheres.
Essa foi a primeira pesquisa realizada na Itália nesta área. Foram abordadas 52 pessoas por entrevistas qualificadas e foram registrados 17 depoimentos sobre discriminação relacionada ao trabalho.
Todos os relatos se referem às vivências dos últimos 10 anos.
A iniciativa foi de responsabilidade da Arcigay, a Associação italiana de lésbicas e gays.