
O papa Bento XVI e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, tiveram uma conversa por telefone para trocar pontos de vista, depois que a líder alemã pediu ao Vaticano que esclarecesse posição sobre os que negam o Holocausto.
Assim comunicou uma nota do escritório de imprensa do Vaticano, que especificou que a conversa por telefone aconteceu por expresso desejo de Merkel.
Na nota emitida, os porta-vozes do Governo alemão, Ulrich Wilhelm, e o do Vaticano, Federico Lombardi, afirmaram que "foi um colóquio cordial e construtivo, marcado pela comum e profunda adesão sobre a importância que a lembrança do Holocausto sempre deve ter na humanidade".
Na conversa, Merkel pediu ao papa para que se pronunciasse "com toda clareza" contra o negacionismo, depois que o bispo Richard Williamson negou o Holocausto dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Williamson fez estas declarações dias antes de Bento XVI suspender a excomunhão que pesava contra o sacerdote, junto a outros três bispos, que pertencem ao movimento ultraconservador dos lefebvrianos.
Além disso, lembrou-se que o papa tinha expressado sua total condenação aos que negam o Holocausto durante a audiência geral de 28 de janeiro.