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Vítima do voo 447 deixou Santa Catarina para fazer especialização na Itália

Deise PossamaiO sonho de fazer uma especialização em administração tributária na Itália, por um ano, fez a fiscal de tributos da prefeitura de Criciúma, Deise Possamai, de 34 anos, embarcar no voo AF-447, da Air France para Paris.

 

O pai dela, Valdir Possamai, que é secretário municipal de Agricultura de Nova Veneza, na região de Criciúma, ouviu a notícia por uma emissora de rádio local sobre o desaparecimento da aeronave e sabia que a filha estava nela.

 

– Escutei no rádio e senti que seria a última viagem da minha filha – afirmou.

 

Ele, a esposa Jucelda Possamai e o irmão de Deise ficaram chocados com a notícia. E a angústia só aumentou com a falta de informações sobre a aeronave e sobre os passageiros. Na manhã desta segunda-feira, eles falaram à imprensa e disseram que a filha havia ligado pouco antes do embarque para dizer que estava tudo bem. Ela ainda afirmou que avisaria assim que chegasse a Paris. Jucelda Possamai lembrou que a filha, antes de embarcar, lhe deu um longo e emocionado abraço de despedida e fez uma promessa, que não pode mais cumprir.

 

– Ela garantiu que voltaria no final do ano para nos ver. Ela disse: ´eu vou, mas volto' – contou Jucelda Possamai, muito emocionada.

 

Na tarde desta segunda, um grande número de parentes e amigos foram até a casa para prestar solidariedade aos Possamai. Uma amiga da família, que não quis se identificar, afirmou que a família estava transtornada, sem condições de falar novamente com os jornalistas.

 

– O pai de Deise busca documentos para serem entregues à Air France, enquanto a mãe não tem condições de falar, porque está inconsolável – disse a amiga na casa dos Possamai.

 

Ela também afirmou que a empresa não entrou em contato com os familiares até o fim de tarde, mas que uma pessoa próxima à família já teria contatado a AirFrance e as autoridades brasileiras. Deise Possamai era formada em Direito e Administração de Empresas. Viajava todos os dias da casa dos pais, na cidade de Nova Veneza, para trabalhar como fiscal de tributos na Prefeitura Municipal de Criciúma. No local de trabalho era considerada uma ótima colega e excelente profissional.

 

– Ela queria sempre aprender mais, por isso pediu licença no trabalho, por dois anos, para viajar ao exterior – disse um companheiro de trabalho na prefeitura de Criciúma.

 

Deise era separada e não tinha filhos. Esta seria a quarta viagem dela à Europa para cursos de especialização.

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