O Governo italiano confirmou que cederá ao espanhol o comando da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) no início do ano que vem, informaram à Agência Efe fontes do Ministério de Assuntos Exteriores.
O Executivo do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, deu garantias de que a substituição do comando da missão será realizada dentro dos prazos previstos, afirmaram as fontes.
"Foi ratificado que haverá a substituição, embora ainda não tenha sido determinado quando será", acrescentaram.
O Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha acrescentou que "não tem informações" de que Israel tenha pedido à Itália que siga liderando a missão, como publica hoje o jornal israelense "Ha'aretz".
Segundo o "Ha'aretz", o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria solicitado a Berlusconi que não cedesse o comando à Espanha, já que "a sensível situação no Líbano não pede a realização de mudanças".
Netanyahu teria feito este pedido poucos dias antes da visita a Jerusalém do presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, no último dia 15, dentro de uma viagem pelo Oriente Médio.
O Ministério de Assuntos Exteriores assegurou que o embaixador da Espanha em Israel, Álvaro de Iranzo, se colocou em contato com o vice-ministro israelense de Exteriores, Danny Ayalon, que negou que houvesse qualquer pedido para modificar os planos da Finul.
A embaixada israelense na Espanha acrescentou que "não é papel de Israel decidir que país deve dirigir a missão".
"É uma decisão da ONU. Temos excelentes relações com a Finul", afirmaram à Efe fontes da embaixada israelense.
A previsão é que a Espanha assuma o comando no primeiro trimestre de 2010, após três anos de liderança do general italiano Claudio Graziano.
A Finul foi criada em 2006 depois da guerra entre Israel e o grupo libanês xiita Hisbolá.