
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, indicou que a represália da União Europeia deve ser “menos dura” do que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A medida anunciada pelo magnata republicano inclui uma tarifa adicional de 20% sobre todas as importações da UE, onde ainda há divergências sobre qual deve ser o tom das retaliações a Washington.
“Acreditamos que caminharemos na direção de ter uma resposta menos dura do que a escolha americana, para dar uma mensagem contra a escalada tarifária e contra a guerra comercial”, disse Tajani à margem de uma reunião ministerial da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bruxelas, na Bélgica.
A declaração foi dada logo após um encontro entre o ministro e o comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic. “Precisamos seguir em frente nas tratativas com os Estados Unidos, e está claro que terá de ser tomada alguma decisão, com tarifas sobre alguns produtos americanos”, salientou Tajani, acrescentando que os EUA são o “principal aliado” do bloco.
A Itália vem defendendo uma postura mais cautelosa diante dos tarifaços de Trump, e a premiê Giorgia Meloni já pediu que a União Europeia evite cair na “tentação das represálias”. O temor de Roma é de que eventuais retaliações gerem tarifas ainda maiores contra produtos europeus.
Tajani também apresentou a Sefcovic uma “longa lista” de mercadorias italianas que devem ser “protegidas”, incluindo vinhos, ícones do “made in Italy”. Por conta da importância do setor vitivinícola, a Itália pede a exclusão do uísque americano das retaliações da UE.