
O Ministério das Relações Exteriores da Itália disse que acompanha a crise política em Honduras e apoia as decisões da Organização dos Estados Americanos (OEA) em relação ao país.
Em nota, o Ministério informou que o vice-chanceler, Enzo Scotti, manteve conversas com o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que está em El Salvador.
A organização decidiu, por unanimidade, suspender Honduras devido ao golpe de Estado que, no dia 28 de junho, tirou do poder o presidente Manuel Zelaya.
Ambos reiteraram a importância da gestão da OEA, que segundo a Chancelaria italiana deve agir "com rapidez e eficácia" para evitar que a situação em Honduras se torne incontrolável e fazer com que as partes cheguem a um acordo.
Scotti, de acordo com o texto, também recebeu o embaixador hondurenho em Roma, Roberto Ochoa Madrid. Após o golpe de Estado, a diplomacia italiana chamou para consultas seu embaixador em Honduras.
Também nesta segunda-feira, em Montevidéu, os chanceleres do Chile, Mariano Fernández, e do Uruguai, Gonzalo Fernández, pediram a "imediata restauração da democracia" em Honduras, enfatizando que "a América Latina já não tolera golpes de Estado".
"Estamos disponíveis para prestar toda a colaboração necessária à OEA para solucionar a crise em Honduras", disse o ministro chileno. Seu colega uruguaio, por sua vez, sustentou que "não deve mais haver golpes de Estado na América Latina". "Isto é algo que não toleramos mais", complementou.