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Capitão do cruzeiro presta depoimento e diz que estava no comando do navio na hora do acidente

Francesco SchettinoO capitão do cruzeiro "Costa Concordia", Francesco Schettino, admitiu diante da juíza de instrução Valeria Montesarchio que estava no comando da embarcação no momento em que o barco colidiu contra as rochas em águas da ilha italiana de Giglio. O procurador Francesco Verusio concedeu entrevista coletiva em Grosseto (centro da Itália) para repassar informações sobre o interrogatório de Schettino, na sede do Tribunal dessa cidade italiana.

No mesmo dia foram localizados mais cinco corpos no casco do navio.

A Procuradoria de Grosseto solicitou a prisão cautelar de Schettino, enquanto a juíza decidiu adiar sua decisão sobre a confirmação da detenção do comandante e o pedido de medidas preventivas.

Verusio explicou que a reconstituição dos fatos feita por Schettino durante o interrogatório não modifica o quadro de acusações que pesam contra ele pelo naufrágio. A companhia proprietária da embarcação, Costa Cruzeiros, admitiu que houve "erro humano" e que o capitão não respeitou o regulamento, aproximando-se até 150 metros da costa.

Schettino é acusado de homicídio culposo múltiplo (sem intenção de matar), naufrágio e abandono do navio, crimes pelos quais pode ser condenado a até 15 anos de prisão.

O depoimento do comandante à juíza coincide com a publicação pelo jornal "Corriere della Sera" de uma conversa telefônica entre o capitão e um responsável da Capitania dos Portos, na qual é revelado que abandonou o navio antes de retirar todos os passageiros, como haviam apontado várias testemunhas do naufrágio.

"Volte imediatamente a bordo, suba pela escada de segurança e coordene a evacuação. Você deve nos dizer quantas pessoas ainda há lá: crianças, mulheres, passageiros, o número exato de cada categoria", solicitou um membro da Capitania dos Portos a Schettino

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