
O Conselho de Ministros da Itália declarou estado de emergência, por 12 meses, em nove municípios devido ao terremoto que atingiu a região da Sicília, no sul do país, provocado pela erupção do vulcão Etna. Segundo comunicado das autoridades, as cidades afetadas são: Aci Bonaccorsi, Aci Catena, Aci Sant’Antonio, Acireale Milo, Santa Venerina, Trecastagni, Viagrande e Zafferana Etnea.
Durante o conselho ainda ficou definido que o governo destinará 10 milhões de euros do Fundo para ajuda e assistência dos cidadãos afetados pelo fenômeno. “O governo deu resposta imediata a Catânia: o estado de emergência foi resolvido no Conselho de Ministros e 10 milhões [de euros] foram alocados para as primeiras atividades de socorro. Estamos próximos, de maneira concreta, às comunidades afetadas pelo terremoto”, escreveu o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, no Twitter. A medida foi tomada horas depois que a erupção no vulcão Etna deu novos sinais de arrefecimento. O episódio ocorre dois dias depois de um terremoto de magnitude 4.8 na escala Richter ter provocado destruição e deixado centenas de desalojados na região.
Segundo dados do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), a zona do monte Etna registrou seis tremores na madrugada desta sexta, sendo que o mais forte deles, às 3h41, em Zafferana Etnea, teve magnitude 2.0.
Os valores dos tremores nos canais internos do vulcão, que sinalizam a energia emanada pela ascensão do magma, continuam caindo e já se aproximam de índices normais. As crateras do cume do Etna seguem expelindo colunas de gás e cinzas, mas sem afetar as operações do aeroporto de Catânia.
A montanha é o maior vulcão ativo da Europa, com cerca de 3,3 mil metros de altitude. A região dos terremotos foi visitada na última quinta (27) pelos vice-primeiros-ministros Luigi Di Maio (M5S) e Matteo Salvini (Liga), que pediram para os desalojados se protegerem nos hotéis oferecidos pelo poder público, já que muitos não queriam se afastar de suas casas por medo de saques.