
A premiê da Itália, Giorgia Meloni, defendeu uma resposta “adequada” ao iminente tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as novas tarifas de importação contra uma série de produtos importados do mundo todo.
“Sigo convencida de que devemos trabalhar para evitar de todos os modos possíveis uma guerra comercial que não ajudaria nem os Estados Unidos, nem a Europa, o que não exclui, se necessário, ter de pensar em respostas adequadas para defender nossa produção”, disse a primeira-ministra em uma cerimônia em Roma.
Elogiada diversas vezes por Trump, Meloni tem pregado uma abordagem mais cautelosa a respeito do tarifaço americano e chegou a pedir que a União Europeia, um dos potenciais alvos dos EUA, evitasse cair na “tentação das represálias”.
A expectativa é de que diversos produtos europeus sejam atingidos pelas novas tarifas nos Estados Unidos, incluindo potencialmente alguns símbolos da economia italiana, como vinhos.
“É necessária uma postura pragmática e de diálogo, mas com a cabeça erguida”, reforçou o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani. Já o presidente da República, Sergio Mattarella, destacou que o tarifaço é um “erro profundo” dos EUA e exige uma “resposta compacta, serena e determinada” da UE.
Bruxelas chegou a anunciar retaliações às tarifas de 25% contra o aço e o alumínio importados, porém decidiu adiar a medida para meados de abril, com o objetivo de dar mais tempo ao diálogo.
Segundo o governo da França, a resposta europeia deve chegar em duas fases: uma ainda na metade deste mês e outra no fim de abril, após um estudo “preciso, setor por setor”, para garantir uma reação “compartilhada e forte”.