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Itália e Unesco criam “capacetes azuis da cultura” para salvar monumentos

Itália e Unesco anunciaram a criação de uma  "força-tarefa", chamada os "capacetes azuis da cultura", formada por 60  especialistas, para proteger e conservar o patrimônio cultural do  planeta, inclusive em lugares afetados por conflitos.

O anúncio foi feito ao longo de uma cerimônia oficial da qual  participaram os ministros italianos da Cultura, Defesa, Educação, além do comandante-general das Forças Armadas e a diretora-geral da Unesco,  Irina Bokova.

A força especial, que por ora conta com 30 agentes especializados da  polícia e 30 especialistas, entre arqueólogos, restauradores e  especialistas em arte, será enviada para os lugares onde o patrimônio  cultural corre risco, por conflitos, terremotos ou catástrofes naturais,  explicaram fontes do ministério da Cultura italiano.

O acordo entre Itália e a Unesco foi alcançado no marco da coalizão  mundial "Unidos pelo patrimônio", aprovada em junho do ano passado.

No último 17 de outubro, 53 países votaram em Paris, sede da Unesco, a favor da iniciativa italiana.

A criação destes "capacetes azuis", que intervirão com conhecimento e  sem armas, responde à recente escalada de destruição e saqueamento  sistemático de espaços culturais, assim como aos ataques contra símbolos  da cultura, monumentos arqueológicos e templos de minorias religiosas.

"Temos a capacidade de intervir no coração de qualquer civilização.  Proteger a cultura e os monumentos é uma arma importante para derrotar  as ameaças terroristas", garantiu a ministra da Defesa, Roberta Pinotti.

"Eles estão operacionais e prontos para funcionar quando a Unesco  quiser", disse o ministro da Cultura italiano, Dario Franceschini.

A Itália, entre os países com maior patrimônio histórico e artístico  do mundo, possui um corpo de renome de policiais especializados no  tráfico de obras de arte, que irão participar da "força-tarefa"  especial.

Também participarão vários centros especializados em restauração e  conservação de monumentos, assim como a prefeitura de Turim (norte),  onde será criada uma escola de formação aberto a todos.

A destruição, em maio do ano passado, das antigas ruínas de Palmira,  na Síria, por membros do grupo Estado Islâmico, chocou a comunidade  internacional.

Templos, torres funerárias e o arco do triunfo da cidade milenar  localizada no deserto, foram destruídos com explosivos pelos  extremistas, que consideram santuários e estátuas símbolos de idolatria.

Bovoka reiterou em Roma que a destruição desses monumentos é considerado um crime de guerra.

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