
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse que a Itália pediu para que o Fundo Monetário Internacional (FMI) monitore as medidas que o país deve implantar para conter a dívida pública."A Itália decidiu, por iniciativa própria, pedir para o FMI monitorar seus compromissos", afirmou Barroso. Fontes diplomáticas italianas haviam negado que o país aceitara algum acordo do tipo. Segundo os representantes italianos, Roma só iria pedir "conselhos" ao Fundo.
A informação de que a Itália teria aceitado ser monitorada pelo FMI e pela União Europeia (UE) foi divulgada por fontes europeias no último dia da Cúpula do G20 em Cannes, na França, que tem como tema principal a crise econômica.
"Decidimos que o FMI estará envolvido com o monitoramento, usando a sua própria metodologia, e os italianos disseram que podem conviver com isso", revelou uma fonte da UE.
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, participa do evento ao lado do ministro da Economia do país, Giulio Tremonti.
O déficit público de Roma chega a 120% do Produto Interno Bruto (PIB), o que obrigou o governo a adotar pacotes de austeridade.