
Uma série de textos inéditos, poéticos e espirituais escritos por São João Paulo II (1920-2005) foi publicada na Itália, no livro “La meta è la felicita” (“A meta é a felicidade”, em tradução livre), editado por Marina Olmo.
Com prefácio do papa Francisco, a obra reúne 366 pensamentos, um para cada dia, encontrados nos arquivos de quando Karol Wojtyla era padre ou professor universitário na Polônia.
“O amor é geralmente temerário. Talvez se possa até dizer que quanto mais imprudente ele é, maior ele é”, diz o trecho de uma das obras literárias e teatrais escritas por Karol Wojtyla entre 1938 e 1946.
Nos mesmos escritos juvenis, é possível ler outro poema: “O amor é uma loucura. Algo começa a subir no peito, chega à garganta, então os olhos ficam turvos (não, não é fruto da minha imaginação), uma verdadeira névoa, uma torrente de lágrimas contidas pelos cílios”.
No prefácio da publicação, Jorge Bergoglio afirma que “não se pode compreender plenamente São João Paulo II, se não se conhece Karol Wojtyla, ou seja, as origens deste Santo Papa, se não se descobre sua personalidade, sua obra, sua atividade e seus ensinamentos como homem, sacerdote, bispo e cardeal, sua relação especial com os jovens, sua paternidade para com eles e o drama de sua vida, durante a qual perdeu todos os seus familiares, um após o outro”.
Os pensamentos de Wojtyla, nunca antes publicados, abordam diversos temas, que vão da arte à castidade, da guerra à evangelização.
“São João Paulo II – Karol Wojtyla foi nosso professor, um de nós. Ele trabalhou na Universidade Católica de Lublin por mais de 24 anos”, lembra o reitor Miroslaw Kalinowski na introdução da obra. “Estou convencido de que, graças a este livro, nosso professor estará mais próximo dos leitores, assim como esteve de seus alunos e colegas em nossa universidade”.