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Em congresso do partido italiano Liga, Musk diz acreditar em futuro “sem tarifas” entre EUA e União Europeia

O bilionário Elon Musk, dono do X e chefe do Departamento de Eficiência Governamental (Doge) dos Estados Unidos, participou do congresso federal do partido italiano de direita Liga e disse esperar a eliminação das tarifas alfandegárias com a União Europeia no futuro.

O bloco foi penalizado com uma alíquota de 20% no tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump em 2 de abril, apesar de ser um dos principais aliados de Washington no cenário internacional.

“Espero que os EUA e a Europa consigam realizar uma parceria muito próxima. Existe já uma aliança, mas espero que seja mais estreita e mais forte. Caminharemos para uma situação de zero tarifa no futuro, rumo a uma zona de livre comércio entre a Europa e a América do norte”, disse Musk, em videoconferência, ao responder a uma pergunta do secretário da Liga e vice-premiê e ministro da Infraestrutura da Itália, Matteo Salvini.

“Essa é a minha esperança para o futuro, e também de uma maior liberdade de circulação entre a Europa e a América do Norte. Esse é o conselho que eu dei ao presidente [Trump]”, acrescentou o bilionário.

Durante sua participação no congresso da Liga, Musk também defendeu o fim imediato da guerra entre Rússia e Ucrânia, arrancando aplausos do público reunido em Florença. “Pensamos exatamente da mesma maneira”, reforçou Salvini.

Além disso, condenou a “imigração em massa”, ecoando outra bandeira do partido. “É uma loucura que levará à destruição de qualquer país que a permite”, salientou Musk.

O congresso da Liga serviu para reforçar a liderança de Salvini, um dos pilares da base aliada do governo de Giorgia Meloni e que agora terá um mandato de quatro anos, e não mais três, à frente da legenda.

Antes chamado “Liga Norte” e voltado à defesa da autonomia das regiões da Itália setentrional, o partido assumiu um caráter mais “nacional” sob a gestão de Salvini, apostando em bandeiras como o euroceticismo e a luta contra a imigração.

“Há palavras que não se pode dizer porque são consideradas incômodas, mas, no meu ponto de vista, os clandestinos e os ciganos não podem ficar na Itália. A Liga é a última esperança, e o futuro deste país depende de nós”, declarou o vice-secretário da legenda, Andrea Crippa, durante o congresso.

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