

Após relatar sua versão sobre os quatro homicídios pelos quais é acusado, ele diz estar disposto a confirmar pessoalmente perante os ministros seus argumentos. "Assim como estou disposto a afirmar aos familiares das quatro vítimas, olho no olho, que não matei seus entes queridos".
"Sobre a minha vida e sobre a minha honra posso afirmar que lutei sempre contra as ofensas físicas durante a revolta italiana e que nunca atentei contra a vida das pessoas", acrescentou.
Eduardo Suplicy (PT-SP)encaminhou o texto ao presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, junto com a carta escrita por Battisti no último dia 18, dirigida ao povo italiano e ao povo brasileiro.
No texto, Battisti diz, entre outras coisas, que não fazia mais parte do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), quando os assassinatos foram cometidos e ressalta que, mesmo durante as ações armadas do grupo para "apropriações em bancos", tentava proteger os vigias. "Conto esta pequena história que pode parecer anedótica, para assegurar-lhes, Senhores Ministros, que não sou de maneira alguma 'um homem sanguinário', como tem sido escrito incessantemente, mas ao contrário", relatou.
O ex-ativista diz ter sido condenado em 1981 a 12 anos de prisão por subversão contra a ordem do Estado, e fugido por perceber que "as leis não seriam nunca normais" para este tipo de crime. Durante o período em que morou na França e no México, afirma ter ignorado a existência de outro processo contra o PAC, no qual foi condenado à prisão perpétua.
Battisti alega estar sendo utilizado "como um bode expiatório" por pessoas arrependidas. Ele está preso em Brasília aguardando a decisão da Justiça sobre o pedido de extradição.