
A Itália tem se tornado um país cada vez menos atraente para os imigrantes em decorrência da crise econômica, segundo um relatório da Fundação Ismu (Iniciativas e Estudos sobre a Multietnicidade) apresentado hoje em Milão. Em 2010, o país recebeu cerca de 70 mil imigrantes, o que representou uma forte queda nas chegadas ao país em comparação ao ano anterior, quando chegaram à Itália cerca de 500 mil imigrantes, número que já vinha sofrendo queda com relação aos anos precedentes.
Esta contração, de acordo com os pesquisadores da Fundação Ismu, ocorre devido à crise econômica que atinge a Itália e toda a Europa. Em 1 de janeiro de 2011, a população estrangeira na Itália era estimada pelo Ismu em torno de 5,4 milhões de pessoas, das quais 443 mil não estariam em situação regularizada.
O número representava 11 mil a menos do que com relação ao levantamento anterior. A nacionalidade mais numerosa no país é a romena, com cerca de 1,111 milhão, seguida pela marroquina (575 mil) e albanesa (568 mil).
Apesar da redução na atratividade da Itália, os estrangeiros que já vivem no país têm tido mais oportunidades de emprego do que os próprios italianos, segundo o estudo.
Entre o primeiro trimestre de 2010 e o mesmo período de 2011, a força de trabalho imigrante cresceu em 275.895 postos, com 2.199.770 estrangeiros empregados, enquanto os italianos perderam, neste mesmo período comparativo, 160 mil postos de trabalho, caindo para 20.674.516 italianos empregados.